A Casa do Sardo

Alguns “voyeurs” do nosso blog – aqueles que olham, mas só comentam em off – nos pediram dicas de custo x benefício. E como a gente adora todas as sugestões, vou começar indicando um restaurante que frequento muito! Porque além da carta de vinhos maravilhosa e diferenciada, o tal custo x benefício também se estende aos pratos, “de primeira”!

Trata-se da “Casa do Sardo”, uma autêntica trattoria italiana – que fica no histórico e emblemático bairro de São Cristóvão (afinal, lá morou a família Imperial!), na Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma casa muito charmosa dos anos 20, com pé-direito alto, posters e livros da região, plantas, toalhas de mesa de xadrez e muitas garrafas de vinho penduradas no cenário!

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Os dois chefs e sócios, que podemos ver cozinhando, a partir de uma vitrine no salão – o Silvio Podda, da Sardenha e o Paolo di Bella, da Sicília – e portanto ambos de ilhas, oferecem uma cozinha italiana tipicamente mediterrânea e de frutos do mar.

As massas são preparadas lá mesmo, todas artesanais. O Spaghetti com Vongole e Bottarga (ovas de tainha) é simplesmente dos deuses!!! O Gnocchi di Baroa al Gamberi e Rúcula e o Garganelli São Cristovão, super especiais. Quem quiser gastar um pouquinho mais, vale pedir o Spaghetti alla Aragosta! De entrada, sugiro Bruschettas e o Carpaccio de Polpo – sem, comentários, só provando!

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Os pratos são bem servidos, só peça o antipasto se a fila estiver muito grande – e invariavelmente vai estar! Mas vale a pena esperar tomando um vinho e beliscando. Tem um drink que também recomendo, típico da casa, o italianíssimo Spritz, feito com Aperol, prosecco e água com gás. Perfeito para tomar na calçada, onde os sócios improvisaram umas banquetas para a espera ficar mais agradável.

E se chegarem no fim do dia, têm o privilégio de compartilhar mesa ao lado dos sócios, como nessa foto, com Silvio e sua esposa. Ao fundo, o sommelier, David, tá sempre lá, podem pedir dicas!

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Mas vamos aos vinhos, selecionei um da Sardenha e outro da Sicília:

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– Cannonau di Sardegna, 2011

Da adega Sella & Mosca, fundada em 1899. 100% uvas Cannonau, típica da região. A provável hipótese é que essa uva veio da Espanha, da uva Granache. Mas há quem diga que ela é autóctone da Sardegna, desde a Idade Média. Bem, enquanto eles discutem quem tem razão, a gente bebe!

Na boca, um paladar acentuado de pimenta e ervas, boa acidez, que equilibra com a madeira: é um vinho que fica 2 anos em barril esloveno (sim, esloveno!!??). Cor acentuada, púrpura, 13.5% álcool.

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– Pieno Sud Terre Siciliane Rosso

Uvas Nero d’Avola, outra típica da Itália. Bom custo x benefício, combina com todos os pratos da casa. Sabor de mistura de frutas vermelhas maduras, com leves notas picantes.

Há outros com um preço um pouco acima, hors concours! Abaixo, uma “Comissão de Frente” com todos os que recomendo,

4vinhos_Sardo2

Há até um grego, conforme se vê na foto abaixo, mas esse ainda não experimentei…

Cannonau_grego

E pra terminar, claro, o digestivo limoncello – também feito na casa…

Buonaseraaaaaa!

7 comentários sobre “A Casa do Sardo

  1. Fernando Carvalho disse:

    Olá, Flavia.
    Sou amigo do Alexei Bueno e também tenho um Blog sobre vinhos. Se você quiser a gente faz uma troca do selo meus blogs favoritos. Procure inscrever o seu no Enoblogs é uma oportunidade de divulgação. Comecei a inscrição do meu lá mas ainda não concluí. Vi seu primeiro post e fiquei com vontade de ir no restaurante Casa do Sardo. Amanhã volto no blog e sempre que possível deixarei coments.
    Um abraço e o link para o meu:http://barrisdecarvalho.blogspot.com.br/

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    • Flávia Portela disse:

      Oi Fernando, que ótimo, vamos “trocar figurinhas” e obrigada pelas sugestões! Eu posto sobre dicas de vinhos no Rio e minha filha, Samara, que está estudando na Escuela Argentina de Sommeliers, escreve sobre os vinhos e locais de lá. Mas estreamos só há menos de um mês… Vamos dar uma olhada no seu blog com certeza e fazer a troca de selos! Abraços,

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  2. Túlio Wigutow disse:

    Boa tarde Flávia e Samara. Quem escreve é o Túlio, professor da Selma. Como enófilo que sou, adorei o blog que vocês criaram. Achei interessante alimentar com notícias do Brasil e da Argentina, uma ideia extremamente original. Costumo frequentar a Casa do Sardo. Antigamente eles não cobravam taxa de rolha. Agora, eles cobram, mas mesmo assim, acho que vale mais à pena levar um bom vinho de casa para harmonizar com os ótimos pratos de lá.
    Vou dar uma sugestão: já tentei, por mais de uma vez, fazer passeios vitivinícolas pelo Chile e Argentina. Como bebemos e não dirigimos, eu e minha mulher sempre procuramos algum tipo de serviço que leve às vinícolas, já que é difícil chegar a elas com o transporte público. As propostas para fazer visitas privadas têm valores fora da realidade, considerando-se a atual situação econômica da América do Sul. Acabamos indo sempre para a Europa, acreditem, por preços mais atrativos do que por aqui, com a vantagem de chegar a diversas regiões com o transporte público. Iremos no final do ano para a região do Amarone, ao Friuli (onde fazem os melhores brancos da Itália) e a Franciacorta, tudo isto utilizando o transporte público e marcando com as vinícolas pela internet.
    Talvez Samara consiga intermediar algum tipo de serviço para brasileiros em condições mais interessantes ou se este não é o objetivo, colocar sugestões no blog de passeios para brasileiros que queiram visitar regiões vinícolas argentinas, dicas que só uma pessoa que convive na região, poderia fornecer. Esta é a minha sugestão.
    Um grande abraço para as duas e parabéns pelo blog. Túlio.

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    • Samara Portela disse:

      Oi Túlio, quanto tempo, muito obrigada por ler o blog e vir aqui deixar sugestões! Que viagem maravilhosa que vocês farão pela Itália. Depois podemos trocar informações! Realmente a estrutura do “Velho Mundo” é muito mais desenvolvida que a nossa. Aqui na Argentina tem muita terra, precisamos urgente de uma malha aérea/ferroviária mais flexível e, somando a isso, muitas bodegas estão em zonas de acesso bem difícil, em áreas desérticas, altas e montanhosas. Como eu também não dirijo, entendo perfeitamente sua inquietude. No fim deste mês eu farei com a minha escola uma viagem para conhecer as bodegas da região patagônica, e em março passarei um tempo em Mendoza, também me dedicando a explorar a zona. Com certeza virão posts e dicas para os viajantes! Vou ficar atenta ao transporte local e espero voltar com uma solução. Se você quiser dicas mais rápidas de vinhos, estamos no Instagram /adegaportela. Obrigada mais uma vez pelo seu comentário tão construtivo. Abraço! Samara

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      • Túlio Wigutow disse:

        Valeu Samara. Obrigado pela resposta. Desejo uma boa viagem e muitos novos conhecimentos patagônicos. Quando voltar da minha viagem, trocamos mais informações. Um abraço, Túlio.

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      • Flávia Portela disse:

        Oi Túlio, bom saber que você também é enófilo! Especificamente sobre a Casa do Sardo, estou há uns 2 anos tentando convencer a “D. Selma e o Seu Portela” a irem lá conhecerem o local! Mas eles não saem da Barra… Abraços e bem-vindo ao Adega Portela, em breve estaremos também no FB!

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      • Túlio Wigutow disse:

        Oi Flávia, tudo bem? Eu a minha mulher gostamos muito de vinho. Estudo bastante o assunto e já visitamos várias regiões vinícolas na Europa, até no Priorato já tive oportunidade de ir. Agora, com esta viagem para a Itália, estou ouvindo Podcasts de um programa que foi transmitido pela Rai Rádio che fala de todas as regiões italianas, características de uvas, terroir, etc. Considerando-se que todas as 20 regiões fazem vinho, imagina a diversidade!
        Tente convencê-los a ir na Casa do Sardo, mas lembre-se de levá-los em um horário alternativo. Como você sabe, está sempre cheio! Abraço grande, Túlio.

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